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Mostrando postagens de outubro, 2025

OUTRA ROTA PARA O BRASIL

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Fui aos Lençóis Maranhenses há dois meses. Sim, difícil descrever de tão impactante. Mas outro aspecto me chamou atenção: uma rota de turistas estrangeiros que não conhecia, nunca havia visto nas minhas outras viagens pelo Nordeste e dos tempos de Natal (sou potiguar, residente em Brasília). Descobri um interessante fluxo de gente europeia - franceses e espanhóis foram os que mais se destacaram - que vai a: 1-Lençóis Maranhenses 2-Bahia (Salvador, Pelourinho) 3-Pantanal 4-Foz do Iguaçu 5-Parati 6-Amazônia, sobretudo. Fluxo de portugueses e italianos para Natal, Pipa, Fortaleza ou Recife eu já havia visto, conhecia. Mas este outro, não. E me pareceu alguma coisa mais relevante, verdadeira, ligada não apenas ao lazer da viagem - e essa mania de ostentar conhecer este ou aquele lugar - mas ao prazer de estar realmente em lugares inesperados e únicos. Sei que pode, deve, ter sido mais impressão do que realidade - ou nem tanto? As incertezas, sempre presentes e tornando tudo mais interessan...

O PESO DE UM LEGADO

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Estou na página 521. São 572. Tenho que vencer o último bloco de 50 páginas. Não tem sido fácil, mas aqui e ali, neste pedregal de palavras, parágrafos e manchas de textos que derrubam como uma onda revolta em mar encrespado, brota uma folhinha de clarividência, gratificação, transcendência. Isso é “O Legado de Humboldt”, um dos grandes romances do celebrado autor norte-americano Saul Bellow, Nobel de Literatura de 76. Dele, já li, tempos atrás, "O Planeta do Sr. Sammler". Foi como uma prévia, um teaser - mas nem assim eu poderia imaginar a pancada acachapante deste outro título que, como o anterior, encontrei no ótimo acervo da biblioteca do meu local de trabalho. Preciso numerar, raciocinar por itens. Por que “O Legado de Humboldt” agrada tanto quanto irrita. É um desses livros (assim como o autor) intocáveis. Fica difícil erguer reservas a Bellow e seu petardo de quase 600 páginas. Consagrado, protegido pelo escudo do Nobel. Parece que, para reclamar, só compondo uma semia...